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Dicas
de pele neste verão
Vivemos num país tropical,
que, portanto, recebe altas taxas de radiação solar
durante todo o ano. Com isso, a população brasileira,
no trabalho no campo ou no lazer em clubes e praias, está
sujeito a longos períodos de exposição ao sol.
De um lado, sabemos que exposições moderadas ao sol,
nas primeiras horas da manhã e nas últimas horas da
tarde, são uma prática saudável, pois ativam
a circulação sanguinea periférica e possibilitam
a síntese de vitamina D na pele. Isso é importante,
especialmente em crianças e jovens, pois a vitamina D (anti-raquítica)
é indispensável para uma boa ossificação
e, portanto, para um crescimento normal.
Por outro lado, devemos considerar os danos, a curto e a longo prazo,
causados pelo abuso dos “banhos de sol” justamente no
verão, quando a natação, os passeios e os esportes
ao ar livre podem comprometer a saúde das crianças
e de adultos mais sensíveis. Nessa época, o organismo
transpira mais, para equilibrar a temperatura interna, e o excesso
de transpiração pode provocar a desidratação.
Além disso, a exposição de cabeça não-protegida
pode levar a um sério quadro de insolação,
coma e até à morte. É, portanto, uma grava
agressão ao corpo deitar-se horas sob sol forte sem proteger
ao menos a cabeça.
A longo prazo, esse hábito é extremamente danoso à
pele, que vai se tornando ressecada, manchada e com perda de elasticidade.
Em conseqüência, ela sofre um envelhecimento precoce,
com aumento de rugas, especialmente em pessoas de cútis mais
clara, com pouco pigmento protetor, a melanina.
Um exemplo desse fato são osA colonos de pele clara que emigraram
da Europa e seus descendentes, que se fixaram em algumas cidades
do Espírito Santo. Entre eles, é elevada a porcentagem
de ocorrência de câncer de pele, quando comparados a
outras populações brasileiras.
Pessoas menos informadas cientificamente poderão dizer que
a exposição da pele ao sol forte, quando protegida
por “filtros solares”, bronzeadores e outros produtos
(às vezes não-aprovados por órgãos oficiais
de saúde pública), não traz esses riscos. É
claro que esses produtos podem realmente escurecer a pele protegendo-a
um pouco mais, mas devemos ter cuidado com as “fórmulas-mágicas”
que tem provocado até sérias lesões na pele.
No entanto, não podemos esquecer que os filtros não
impedem totalmente a passagem dos perigosos raios ultravioleta,
que têm maior poder de penetração q que são
justamente os mais prejudiciais, pois atingem as camadas vivas e
mais profundas da pele.
Devemos considerar ainda que o excesso de luz pode causar mal-estar
geral, dor de cabeça e febre, além das dolorosas queimaduras.
Uma pele assim maltratada fica muito mais sensível e vulnerável
a outros agentes nocivos do ambiente, inclusive microorganismos
patogênicos (bactérias e fungos).
Será que vale a pena sujeitar-se a esses riscos, apenas por
questão estética? Pense nisso no próximo verão
e não queira tomar todo o sol a que “tem direito”
num único dia. Cuide-se. Dê tempo de adaptação
à sua pele para que ela o proteja bem, bronzeando-se moderadamente
ao longo de alguns dias. Não fico todo queimado, intocável
e rabugento, apenas olhando seus colegas se divertirem nos dias
ensolarados e eAstimulantes para o lazer.


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